segunda-feira, julho 15, 2024
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Os limites para a contestação dos adeptos, a relação com Rui Costa e o jogo com o Sp. Braga: o que disse Roger Schmidt

Roger Schmidt fez esta sexta-feira a antevisão ao jogo com o Sp. Braga, marcado para sábado (18 horas) no Estádio da Luz.

Qual será a abordagem do Benfica para o jogo de amanhã? Que Sp. Braga espera?

“A abordagem é muito clara, é jogar um bom futebol e conseguir os três pontos. Vamos jogar contra uma equipa de topo, que tem grande qualidade. Temos de estar preparados para um adversário que ainda está a lutar pelo 3.º lugar. Seria um feito extremamente importante para eles e, por isso, estou à espera que estejam motivados. Da nossa parte, embora não seja muito provável, ainda há a possibilidade de sermos campeões e, por isso, continuamos concentrados. Estamos prontos para acabar num nível muito elevado esta temporada”.

Na semana passada, o Benfica viveu um momento de grande tensão com os adeptos. Que ambiente espera amanhã?

“Se os adeptos quiserem cuspir nos nossos jogadores, atirar objetos, esse tipo de adeptos devem ficar em casa. Mas os outros, claro que queremos que venham. Como já o disse várias vezes, continuamos a lutar pelo campeonato. Nada está acabado e espero encontrar um bom ambiente. Claro que é espetacular jogar na Luz quando os adeptos estão lá plenamente para nos apoiar, esta é uma das razões para o nosso sucesso no futebol. Temos de usar este ânimo dos adeptos como vantagem, e jogar em casa é sempre uma vantagem. Mas claro que temos de praticar um bom futebol, demonstrar que estamos na luta pelos três pontos e que temos orgulho em vestir a camisola do Benfica. Espero realmente que os adeptos estejam prontos para nos apoiarem”.

Uma vitória neste encontro garante que a festa do título é adiada e assegura que, pelo menos, vai jogar a eliminatória da Champions. É uma prova de fogo para responder à contestação dos adeptos e dar resposta positiva à direção?

“Claro, temos de continuar a lutar para sermos campeões e, por outro lado, será crucial participarmos na Liga dos Campeões. Com o novo formato da Liga dos Campeões, será também muito importante pelo lado financeiro mas também para a imagem do Benfica. Vai ser um pouco diferente. Vai ser extremamente importante e sabemos que podemos atingir esse objetivo amanhã. Mas o grande objetivo é continuar a lutar pelo campeonato e amanhã vamos voltar a fazer isso”.

Tensão em Faro. Falou com o presidente sobre o que aconteceu? Se a época acabasse hoje, sentia que tinha condições para continuar? Sente que tem a confiança do presidente?

“Acho que já respondi a essa pergunta nas últimas conferências de imprensa. Sobre o meu futuro, não tenho nada de novo a acrescentar. Claro que falo regularmente com o presidente. Tudo está nítido e claro, mas eu não sou a peça mais importante, o mais importante é sempre o Benfica. Isto é extremamente exigente mas, no geral, nos últimos anos, acho que conseguimos atingir vários objetivos. Sei que esta época só conseguimos a Supertaça e temos que aceitar isso. Do meu ponto de vista, e já tentei explicar isto várias vezes, precisámos de construir uma equipa jovem e com imenso potencial. Sei que neste momento não estamos a um nível elevadíssimo, mas pode ser que consigamos ainda conquistar o campeonato, apesar do Sporting estar a fazer uma belíssima época. Se continuarem assim, é evidente que vão conseguir ainda mais pontos e vai tornar-se cada vez mais difícil para nós.

Continuo focado no desenvolvimento do clube, do estilo de jogo, nos jogadores mais jovens. Atingimos um equilíbrio. Não estamos satisfeitos de todo. Sei que só conseguimos a Supertaça mas continuamos ambiciosos. Temos uma atitude vencedora e claro que queremos muito melhorar e terminar a época da melhor maneira possível para estarmos devidamente preparados para a próxima. Já falei várias vezes sobre os adeptos, sobre o assunto na segunda-feira também. Claro que percebo o dissabor dos adeptos e isso é normal, mas existem limites.

Quando começamos a atirar objetos, a cuspir em cima de jogadores, aí temos de repensar este tipo de atitudes. Somos o Benfica, mas temos de esperar o mínimo de respeito. Têm de haver valores básicos, e cada vez mais, a nível global, temos menos. O respeito, a verdade, a honestidade têm de estar presentes. Temos de esperar dos outros estes valores. É verdade que não conseguimos ganhar os títulos todos este ano mas estamos a dar o nosso melhor. Aceitamos as críticas, mas nunca a este nível”.

Sente que ainda é possível reconstruir a relação com os adeptos?

“Não vejo o que vocês escrevem e não vejo televisão e, como sabem, não falo português. O que vejo, no quotidiano, é que existe muito apoio ao Benfica e que vários adeptos apreciam o que temos feito. Já disse várias vezes que é normal existirem críticas no Benfica, é normal apontar o que está menos bem, isso faz parte. As coisas negativas às vezes são mais interessantes do que é positivo e isso está claro. Mas quando falamos dos adeptos, falamos de uma minoria que atira objetos aos jogadores. Evidentemente, existem vários adeptos do Benfica que amam o clube e reprovam este tipo de atitude. Existem muito mais adeptos positivos, que aparecem nos jogos para apoiar. Quando me coloca a pergunta sobre a relação com os adeptos que cospem nos jogadores, não quero ter uma relação com eles e não aceito isso. Não perdoo este tipo de atitudes. Estamos a falar de nove ou 10 adeptos e não preciso de estabelecer uma relação com eles. Estou a dar o meu melhor ao clube, à equipa, e espero que os adeptos sintam isso. Isto é o mais importante para mim. Se no final da época não for o melhor treinador para o Benfica – e sim, tenho uma boa relação com o presidente -, se chegarmos a esse ponto, em que o presidente acredite que eu já não faço parte do Benfica, aceitarei a decisão”.

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